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Break: o grito corporal da periferia




https://www.redbull.com/int-en/shows/the-break-boys


No sentido de questionar uma sociologia que considere relevantes as dimensões corporais de existência, que contribua em um pensar singular em relação ao corpo, não somente enquanto matéria, mas principalmente como produtor de conhecimentos, esta pesquisa evidencia uma reflexão sobre a corporeidade como produção de saberes e como compreender diferentes olhares e lógicas sociais presentes nesta contemporaneidade, cuja racionalidade parece estar colocada em questão através de uma performance que expressa diversas quebras, inclusive a do espaço físico, do qual o dançarino de break se apropria de forma invertida e não mais linear. Nossa problemática encontra-se na possibilidade de uma maior compreensão deste corpo jovem que dança o break, que não está apenas quebrando o seu corpo, mas fluindo em seus próprios fragmentos corporais, produzindo provavelmente uma quebra em relação a um poder dominante instituído, criando uma espécie de resistência social que lhes forneça outro sentido para sua vida, fora dos sentidos dados pelo campo social dominante. É nesse espaço de produção do conhecimento, dos gritos corporais, que direcionamos nosso olhar, no desafio de mergulhar na profundidade dos gestos, ultrapassando a estrutura física, restituindo em uma forte constituição política e cultural na medida em que este corpo confronta. O corpo enquanto espetáculo se torna causa e efeito de comunicação. Esse corpo não parece ser só individual, ele não se expressaria apenas para si. Quando o jovem dança fora dos seus muros particulares, torna-se relacional, passando a se relacionar com o outro, com o espaço, o tempo e o mundo. Do ponto de vista metodológico, para análise dessa corporeidade no elemento break, do corpo, enquanto linguagem de sentidos, iremos considerar levantamentos em campo, observações de movimentos do universo do break dance, performances criativas e análise de atitudes (expressão peculiar do mundo hip hop), bem como minha experiência com a dança na rua através de intervenções urbanas e nossas próprias atitudes diante do objeto de pesquisa que nos interpela academicamente e, sobretudo, existencialmente


http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13616

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