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Grafitti na Roma Antiga




 Resultado de imagem para cultura popular na antiguidade"

A historiografia oficial romana ocupava-se das biografias dos heróis militares, dos césares e de figuras de relevo na vida social. As manifestações e os fatos gerados no âmbito das camadas inferiores da sociedade não se revertiam em objeto da História. Escamoteava ou discriminava a poesia e arte do povo, classificada como vulgar.
No dia 24 de agosto de 79 d.C. o Vesúvio, fenômeno natural, encobriu a cidade de Pompéia, guardando-a intacta por dezessete séculos e meio. Os arqueólogos, a partir de 1748, colheram e recuperaram tudo o que o Vesúvio preservou. Além disso, elaboraram minuciosa classificação de todo o material para facilitar a observação dos cientistas sociais. Notáveis são os grafites catalogados e que revelam registros da vida cotidiana; da ideologia do povo ' 'inculto " e rude.
De modo geral os historiadores contemporâneos ainda olvidam as culturas dos segmentos subalternos da Antiguidade clássica. Ao contrário, o importante na obra em epígrafe é o fato de Funari ter extraído o máximo dos referidos materiais arqueológicos. Conseguiu traduzir das palavras grafadas naqueles muros um sentido muito mais amplo do que elas literalmente podem exprimir, cprto de que refletem as tendências gerais daquela época.
Os grafites revelaram a Funari que as camadas populares de Pompéia tinham uma forma específica de expressão, diferenciada da classe dominante. "Entre o povo predominava a cotidianidade da sua práxis e não a idealização e fuga da arte erudita; a associação em grupo e o anonimato, por oposição ao individualismo; a escrita do estilete, do pincel e da parede, não da pena, do papiro e dos livros".

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