A historiografia oficial romana ocupa
va-se das biografias dos heróis
militares, dos césares e de figuras de relevo na vida social. As manifestações
e os fatos gerados no âmbito das camadas inferiores da sociedade não se
revertiam em objeto da História. Escamoteava ou discriminava a poesia e arte do
povo, classificada como vulgar.
De modo geral os historiadores contemporâneos ainda olvidam
as culturas dos segmentos subalternos da Antiguidade clássica. Ao contrário, o
importante na obra em epígrafe é o fato de Funari ter extraído o máximo dos
referidos materiais arqueológicos. Conseguiu traduzir das palavras grafadas
naqueles muros um sentido muito mais amplo do que elas literalmente podem
exprimir, cprto de que refletem as tendências gerais daquela época.
Os grafites revelaram a Funari que as camadas populares de
Pompéia tinham uma forma específica de expressão, diferenciada da classe
dominante. "Entre o povo predominava a cotidianidade da sua práxis e não a
idealização e fuga da arte erudita; a associação em grupo e o anonimato, por
oposição ao individualismo; a escrita do estilete, do pincel e da parede, não
da pena, do papiro e dos livros".
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